Estamos a chegar ao ponto. E agora?

Há momentos em que percebemos que não dá para adiar mais. E na reciclagem de embalagens, Portugal está precisamente aí: a chegar ao ponto.

Depois de uma primeira vaga com forte impacto junto dos cidadãos, a Ponto Verde relança a campanha “Estamos a chegar ao ponto”, reforçando uma mensagem clara: é urgente reciclar mais e, sobretudo, reciclar melhor.

Portugal continua abaixo da meta

Em 2025, Portugal fechou o ano com uma taxa de retoma de 60,2% – apuramento preliminar. O número representa um esforço significativo, mas ainda insuficiente face à meta europeia que está em vigor: chegar a 65% de reciclagem de todas as embalagens colocadas no mercado.

Se o ritmo atual se mantiver, o País continuará em incumprimento — e enfrentará um desafio ainda maior para cumprir as metas mais exigentes previstas para 2030.

Mais do que um número, esta diferença representa milhares de toneladas de embalagens que continuam a não ser corretamente encaminhadas para reciclagem.

Separar já não chega. É preciso separar bem.

Há um dado que merece destaque: 7 em cada 10 portugueses já separam as embalagens. A boa notícia? A reciclagem faz parte da rotina da maioria.

O desafio? Entre esses 7, apenas 1 o faz corretamente.

É aqui que entra o verdadeiro ponto de viragem. A nova vaga da campanha volta a usar um registo divertido e inspiracional para mostrar aquilo que muitos fazem, mas “mais ou menos”. Pequenos erros do dia a dia, dúvidas frequentes, gestos automáticos que fazem toda a diferença no resultado final.

Porque reciclar não é só colocar no ecoponto. É separar e colocar corretamente todas as embalagens no ecoponto certo.

Uma campanha que já provou que mobiliza

O regresso da campanha não é um acaso. Surge depois de uma avaliação muito positiva da primeira vaga.

De acordo com o Estudo de Avaliação do Impacto da Comunicação SPV, realizado pela NielsenIQ, “Estamos a chegar ao ponto” foi considerada a melhor campanha de sempre da marca, destacando-se ao nível da persuasão, impacto e empatia.

Alguns indicadores relevantes:

  • 7 em cada 10 cidadãos consideraram a campanha original, diferente e capaz de captar a atenção;
  • A credibilidade foi o atributo com melhor desempenho;
  • 80% dos cidadãos referiu ter sentido maior vontade de reciclar embalagens após contacto com a campanha.

Mais do que notoriedade, houve impacto comportamental — e é isso que verdadeiramente importa quando falamos de mudança de hábitos. Porque mudar comportamentos profundamente enraizados exige consistência, clareza e continuidade.

Do “assim-assim” ao fazer bem feito

Através do humor e da proximidade, a campanha expõe pequenos erros frequentes na separação de embalagens, transformando-os em oportunidades de aprendizagem.

A mensagem clara: estamos mesmo a chegar ao ponto. O ponto em que já não basta dizer que reciclamos.
O ponto em que precisamos de fazer melhor.
O ponto em que cada embalagem conta.

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