SPV apoia empresas na certificação da reciclabilidade de embalagens de plástico

A Sociedade Ponto Verde (SPV) juntou-se à Logoplaste Innovation Lab e ao Bureau Veritas Certification na disponibilização de um serviço de certificação de reciclabilidade para embalagens de plástico com o selo de qualidade das Certificações Recyclass.

Esta é uma certificação europeia que assegura que os fabricantes e as marcas prestem informações claras e exatas sobre a reciclabilidade das suas embalagens de plástico, promovendo uma maior transparência junto dos consumidores.

Neste processo de certificação RecyClass, as empresas recebem um Relatório e Certificado, com classificação numa escala de A a F, ou com avaliação quantitativa (%) da performance em termos de reciclabilidade.

Em termos de procedimentos, a Logoplaste Innovation Lab faz toda a avaliação da embalagem, já presente no mercado ou ainda em fase de desenvolvimento, através de análises laboratoriais, com a possibilidade de simular todas as fases de reciclagem e caracterização do material reciclado. Por sua vez, a atribuição do certificado é assegurada pelo Bureau Veritas Certification.

Com o objetivo de incentivar boas práticas de comunicação aos consumidores e procurando entregar mais valor aos nossos clientes, a SPV oferece a todos os seus clientes um desconto de 10% na aquisição desta certificação.

A SPV dá, assim, continuidade à estratégia de apoiar as entidades suas parceiras no caminho da Inovação para mais e melhor reciclagem de embalagens, neste caso concreto para impulsionar a economia circular dos plásticos, e a assegurarem o cumprimento dos requisitos e das normas locais e europeias.

“Esta colaboração surge num momento crítico em que se perspetiva um novo enquadramento legal para que todas as embalagens sejam, a partir de 2030, reutilizáveis ou recicláveis em todos os Estados-Membros, de acordo com a proposta de Regulamento Europeu para Embalagens e Resíduos de Embalagem (PPWR). A SPV é um parceiro de excelência na cadeia de valor das embalagens e, por isso, o nosso compromisso é total no que diz respeito a ajuda que diariamente oferecemos aos nossos clientes de forma cumprirem com a legislação e as medidas nela preconizadas. Assente em modelos de fácil informação e total transparência para com os cidadãos, a SPV tem vindo a contribuir de forma decisiva para o cumprimento das metas de reciclagem a que o país se encontra vinculado. Assim, juntámo-nos à Logoplaste Innovation Lab e ao Bureau Veritas Certification para conseguirmos beneficiar os nossos clientes que decidam certificar as suas embalagens com o selo de qualidade da Certificação RecyClass,” refere Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

“As grandes marcas procuram soluções cada vez mais sustentáveis, com embalagens 100% recicláveis e circulares. Atenta a esta tendência, a Logoplaste tem trabalhado a agenda da sustentabilidade com os seus clientes e criou um serviço que permite uma avaliação científica da reciclabilidade das embalagens plásticas, resultando numa certificação Recyclass. A Logoplaste é o parceiro de inovação, ajudando a implementar a verdadeira circularidade nas embalagens rígidas de plástico”, refere Gerardo Chiaia, CEO da Logoplaste.

“O Bureau Veritas Certification, em parceria com a Logoplaste Innovation Lab, celebra com entusiasmo a participação neste projeto ao lado da Sociedade Ponto Verde. Ao fornecer serviços de certificação de reciclabilidade para embalagens de plástico com o selo de qualidade das Certificações RecyClass, estamos comprometidos em promover a transparência e incentivar práticas sustentáveis. Estamos orgulhosos de contribuir para a economia circular dos plásticos, garantindo a conformidade com as normas europeias e locais, e alinhando-nos com a visão de embalagens reutilizáveis e recicláveis para todos até 2030. Juntos, avançamos na busca pela inovação e excelência na reciclagem, impulsionando uma mudança positiva no setor”, refere Patrícia Franganito, Diretora do Bureau Veritas Certification Portugal.

Embalagens continuam a cumprir metas da reciclagem, mas sem mudanças profundas em 2025 estaremos em incumprimento

Os portugueses encaminharam para reciclagem um total de 460.285 toneladas de embalagens, em 2023, o que significa praticamente uma estagnação face ao período homólogo do ano anterior.

Uma análise aos dados anuais do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE) permite concluir que apesar de os resultados continuarem em linha com as atuais metas da reciclagem de embalagens, se a tendência verificada nos últimos anos se mantiver, Portugal não vai conseguir alcançar a nova meta definida para 2025 para este fluxo de resíduos urbanos, de embalagens.

O objetivo do país, que é comum a todos os Estados-Membros, passa por estar a reciclar, daqui a um ano, pelo menos 65% das embalagens que são colocadas no mercado. Em2023, essa taxa manteve-se nos 60%.

O papel/cartão, com 148.630 toneladas recolhidas (+4%) continua a ser um dos materiais com melhor desempenho, mas há dois que devem suscitar preocupações: o alumínio e o vidro.

O primeiro aumentou apenas 2%, o que se traduz em 1.947 toneladas encaminhadas para reciclagem, carecendo de um aumento significativo no ritmo de crescimento. O vidro continua aquém da meta e a sua recolha mostra sinais de quebra. No último ano foram depositadas 212.593 toneladas destas embalagens, ou seja, menos 6.264 toneladas (-3%).

Nas embalagens de vidro, em particular, existe a necessidade de mais separação por parte dos cidadãos e, sobretudo, da prestação de um maior nível de serviço por parte dos operadores municipais na recolha, do ponto de vista da qualidade e conveniência.

É fundamental continuar a apostar-se em sistemas de deposição de embalagens de vidro mais eficientes, como o baldeamento assistido, para serem colocados nas proximidades de cafés, restaurantes e bares, onde são geradas as quantidades mais significativas destes resíduos urbanos para reciclagem e alargar o seu uso a mais zonas do país.

Em termos globais, todo o setor precisa de regras claras e uniformizadas, mecanismos que promovam a transparência e eficiência do sistema – começando por um modelo de financiamento justo e ligado a objetivos que se traduzam numa real melhoria do nível de serviço prestado aos cidadãos por parte dos operadores municipais na recolha.

Também importa reforçar colaboração e complementaridade entre todas as partes interessadas na cadeia de valor sobretudo das entidades gestoras.  A nova legislação  e o novo ciclo de licenças para as entidades gestoras são uma boa oportunidade para mudar o sistema de forma a que se cumpram as metas estabelecidas para 2025.

Para Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde “Portugal está num momento crítico no que diz respeito à gestão dos resíduos urbanos e em particular à reciclagem de embalagens, que é o único fluxo a cumprir com as metas e que deveria ser exemplo para os restantes. Otimizar a operação, num modelo transparente e a custos justos e eficientes e com garantias de qualidade e nível de serviço são fatores que a Sociedade Ponto Verde considera essenciais para o futuro do setor.

Lisboa, 12 de janeiro de 2024

Pergunta e recicla

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